terça-feira, 13 de dezembro de 2022

CHARGES DO AMIGO DA ONÇA - PERICLES DE ANDRADE MARANHÃO


AMIGO DA ONÇA

Agradeço ao colecionador das charges do AMIGO DA ONÇA, Jose R. Rochelle de
Santa Cruz do Rio Pardo - SP, pela colaboração.


















Revista O CRUZEIRO de 27/11/1974

Imagens cedidas pelo colecionador Rochelli


GIBI AMIGO DA ONÇA Nº 1



Péricles de Andrade Maranhão - Brasil
Uma das maiores criações do cartum brasileiro - o Amigo da Onça - nasceu da cabeça de um pernambucano: Péricles de Andrade Maranhão. O personagem é, sem dúvida nenhuma, uma presença obrigatória no imaginário coletivo nacional desde a década de 40. Péricles nasceu no bairro do Espinheiro, no Recife, dia 14 de agosto de 1924, estudou no Colégio Marista e fez sua primeira charge para o Diário de Pernambuco. A charge viveu nas páginas de O Cruzeiro de 23 de outubro de 1943 a 3 de fevereiro de 1962. Depois da morte de seu criador, o Amigo da Onça foi desenhado por Carlos Estevão. Os diretores da revista O Cruzeiro queriam criar um personagem fixo e já tinham até o nome, adaptado de uma famosa anedota.

Péricles de Andrade Maranhão foi um adolescente pernambucano desenhista daquele com talento de enlouquecer qualquer professor. Jovem durante a fase auréa dos quadrinhos,por vezes imitou os traços de Dick Tracy, Agente Secreto X-9, Flash Gordon

Menor de idade, chegou ao Rio de Janeiro, com uma carta de recomendação para nada mais nada menos que Leão Gondim de Oliveira manda-chuva dos Diários Associados, então a mais poderosa rede de comunicações do país. Em sua estréia, a 6 de junho de 1942, era o funcionário mais jovem da empresa . Nove meses depois seu primeiro personagem cômico no Diário da Noite: Oliveira, o trapalhão já divertia os leitores.

No ano de 1943 O Cruzeiro baseada numa equipe jovem e de qualidade iniciava a revolução que faria nos anos seguintes se tornando a revista mais importante do Brasil. Péricles participaria com um tipo humorístico que traduzisse "a verve típica e o humor carioca", que captasse "o estado de espírito daquele que vive no Rio de Janeiro, não importa onde tenha nascido".

Rabisca pra cá, rabisca para lá, Péricles coloca o lápis para pensar e emerge uma figura que lhe parece apropriada : baixinho, cabelo penteado para trás à base de gumex, summer jacket, bigodinho safado, olhar de peixe morto. Fez tanto sucesso que as tiradas que antes ficavam na capa e contra-capa passaram a ser dentro da revista, evitando que as pessoas apenas as folheassem sem pagar.

O Amigo da Onça foi utilizado para fazer jornalismo e críticas e em muitas situações o Amigo da Onça esculhamba instituições como o casamento, exército e a hipocrisia social contida no jogo de aparências.

Fonte: Blog=Memorial pernambucano


Datas de publicação das charges abaixo:
Olá amigos que me visitam.
Talvez você seja como meu amigo Rochelli, organizado e cuidadoso. Graças a êle, estas datas abaixo estão aí para sua pesquisa ou curiosidade. Elas correspondem as piadas que estão mais abaixo.


DATA
DATA
DATA
1 03/09/1955
51

101 6/1/1962
2 1943 - 17/3/62
52 25/1/1958
102 27/1/1962
3 23/10/43 - 10/2/62
53

103
4 3/11/1962
54 6/8/1960
104 28/6/1958
5 1943 - 17/2/62
55 11/4/1959
105 22/2/1958
6 16/5/1959
56 3/11/1956
106
7 3/5/1958
57 8/7/1961
107 7/3/1959
8 6/4/1957
58 27/2/1960
108
9 14/9/1957
59

109 7/9/1957
10 27/8/1960
60 19/4/1958
110 21/2/1959
11 8/2/1958
61

111 21/11/1959
12 10/2/1951
62

112 21/3/1959
13 30/7/1960
63 25/11/1961
113 1/7/1961
14 6/9/1952
64 27/10/1956
114
15 18/1/1958
65 11/11/1961
115 20/8/1960
16 3/2/1962
66

116 16/9/1961
17 5/7/1958
67 12/5/1956
117 20/1/1962
18 1/6/1957
68

118 10/9/1960
19 30/5/1959
69 23/5/1959
119 12/7/1958
20 28/12/1957
70 29/8/1953
120 28/10/1961
21 9/5/1959
71 6/6/1959
121 31/10/1959
22

72 11/02/1956
122
23 7/12/1957
73

123 15/2/1958
24 4/11/1961
74 18/11/1961
124 23/12/1961
25

75

125 4/1/1958
26 23/8/1958
76

126 18/10/1958
27

77 26/12/1959
127 24/5/1958
28 4/4/1959
78

128 15/11/1958
29 31/1/1959
79 25/4/1959
129 24/8/1957
30 21/5/1960
80

130
31

81 13/2/1960
131 2/12/1961
32 3/10/1959
82 25/10/1958
132 9/12/1961
33 21/10/1961
83 28/3/1959
133 11/12/43-31/3/62
34

84

134 1943 -24/3/1962
35 20/9/1958
85

135 1943 - 24/2/1962
36 25/06/1960
86 29/10/1955
136
37 31/8/1957
87

137
38

88 15/3/1958
138 5/5/1956
39

89 26/11/1955
139 26/3/1960
40 15/4/1961
90 2/5/1959
140 28/2/1959
41 16/3/1957
91 17/09/1955


42

92 10/12/1955


43 1/10/1960
93 12/10/1957


44 14/11/1959
94



45 14/1/1956
95 13/9/1958


46 3/9/1960
96 22/12/1956


47 20/2/1960
97 29/8/1959


48

98 8/12/1956


49 3/12/1955
99



50

100 22/9/1956




































































































































































ayresbr@hotmail.com

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

domingo, 26 de fevereiro de 2017



OLHA EU AQUI RELENDO ESTAS RELÍQUIAS DEITADO NUMA REDE.
COM 1O ANOS EU LIA 6 OU MAIS GIBIS DE UMA VEZ.
HOJE, MAL CONSIGO LER A PRIMEIRA ESTÓRIA. HAHAHAHAHA

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Entrevista com Wilson Vieira: Único desenhista

 brasileiro a ilustrar Diabolik, personagem com

 mais de 50 anos de vida editorial.

Entrevista realizada por Eduardo Baranowski.

122
              Wilson Vieira foi o único brasileiro a trabalhar 
com O Rei do Terror, ilustrando dois episódios. O primeiro 
episódio foi publicado em outubro de 1976, era corrente o 
ano XV da publicação de Diabolik, número 22 daquele ano
. O segundo foi publicado no número 3 do ano XVI,
 nas duas publicações seus desenhos foram arte-finalizados
 por Brenno Fiumali e Franco Paludetti. Abaixo podemos ver as
 capas das edições desenhadas e a entrevista concedida por Wilson Vieira.






Ano XV - nr 22
Ano XV – nr 22
Ano XVI - nr 3
Ano XVI – nr 3

1 – Primeiramente agradeço em nome do Blog por nos
 conceder esta entrevista. Wilson, para iniciar nos conte
 sobre você, onde nasceu, quando começou a ter interesse
 e quando começou a trabalhar com quadrinhos?
R= Sou eu quem agradeço, caro Eduardo, a você e ao
 Blog mencionado, por esta entrevista. Bem, nasci
 em 1949 aqui mesmo em São Paulo (Capital) e desde
 minha adolescência sempre gostei do que chamavam
 na época de gibis, lia sempre: O Cavaleiro Negro,
O Cavaleiro Fantasma e outros. Porém nunca pensei que
 fosse me tornar justamente um Desenhista/Ilustrador de HQs.
2 – Quais os autores que mais o impressionaram e lhe 
serviram de inspiração?
R=Bem no início eram os autores desses personagens,
 depois com o passar do tempo, fiquei impressionado 
com inúmeros desenhistas tais como Joe Kubert, Victor
 de la Fuente, Sergio Toppi, Dino Battaglia e muitos
 outros por este mundo afora. Mas o Mestre realmente
 que me inspirou para desenhar e Ilustrar foi 
Michelangelo ou Miguel Ângelo se preferir; o grande
 pintor, escultor, arquiteto e poeta Italiano.
3 – Quais suas experiência profissionais ao longo de
 sua carreira?
R= Bem, vamos lá: Na Itália de 1973 a 1980 exerci a
 função de desenhista e ilustrador, para editoras europeias.
 No Brasil de 1980 até hoje exerço a função de roteirista,
 ensaísta, escritor, historiador e tradutor.
4 – Como começou a ligação com a Itália e seu trabalho
 com o estúdio Staff di If?
R= Inicialmente fui para a Itália, somente para terminar
 meus estudos, acabei conhecendo felizmente o editor e
 responsável pelo estúdio Staff di IF, o meu também amigo 
Gianni Bono. Lá ele acreditou em meus traços e passei 
de simples amador para um profissional da arte desenhada
 italiana, nos sete anos que lá estive, como um de seus
 colaboradores.
5 – E com a Bonelli?
R= Já como profissional o Gianni solicitou-me duas
 pranchas de prova para o personagem Il Piccolo
 Ranger (O Pequeno Ranger), que foram aprovadas e
 acabei desenhando três episódios, para o personagem 
que na época era um dos líderes de venda ao lado do 
Tex. Fui o único desenhista brasileiro a desenhar o
 personagem citado.
6 – Qual o motivo de abandonar os desenhos e se
 dedicar aos roteiros?
R= Voltei para o Brasil em 1980, após ter colaborado 
com a Bonelli Editore e comecei interessar-me mais
 pelas vidas dos personagens, pesquisando a fundo 
suas histórias pessoais daí para passar dos desenhos
 para os roteiros foi bem rápido e sem traumas (risos).
 Claro que também influiu a falta de tempo para exercer
 as duas funções.
7 – Como foi sua experiência com Diabolik, o que 
achou da mesma?
R= Sensacional. Realmente gostei muito pois Diabolik
 é um personagem único, cujos roteiros foram enviados 
pelas irmãs Giussani, com as quais aprendi muito na
 feitura de meus próprios roteiros, pois elas eram 
altamente detalhistas e exigentes, o que sou também 
e sempre dialogando com os desenhistas em plena

 simbiose artística. E por serem assim exigentes,

 foi realmente um trabalho árduo, mas altamente
 compensador em termos autorais, sem contar com
 os ótimos arte-finalistas italianos, para a realização
 vencedora dos episódios. Desenhei dois números 
completos e sou até hoje o único desenhista 
brasileiro a ter esse privilégio, ilustrando esse 
personagem ícone dos “fumetti” (Quadrinhos) Italianos.
8– Além dos quadrinhos, o que você acompanha?
R= Gosto de ler, assistir televisão (filmes de ação e
 terror) e pesquisar a fundo o que pretendo escrever.
9 – Quais seus projetos atuais?
R= Continuo escrevendo argumentos e roteiros, os
 quais, muitos deles já foram e são publicados aqui 
no Brasil, Argentina, França, Itália e Portugal; desenhados 
por ótimos desenhistas nacionais e italianos. Já escrevi
 para o site Tex Willer Blog, de Portugal, em verbetes,
 o Alfabeto do Velho Oeste e atualmente estou escrevendo
 ensaios para o site Italiano Dime Web, onde estou
 narrando a História do Oeste e estou aguardando também 
de um editor brasileiro a aprovação (já estão com ele, os 
três primeiros) de uma série de livros; 16 no total dessa saga.
10 – Como vê o futuro da Hq nacional? E a italiana?
R= Bem, a HQB o futuro será ainda a impressa e a
 digital; apesar do pouco espaço para tais publicações
e com tantos ótimos roteiristas e desenhistas nacionais,
 infelizmente. A HQ Italiana está trilhando o mesmo 
caminho; só que lá existem centenas de editoras dispostas 
a suprir as solicitações dos leitores. Obrigado caro 
Eduardo e o espaço cedido do Blog, para esse gostoso, 
bate papo.
-Agradeço novamente a você, Wilson Vieira, por nos